Ultra-sonografia obstétrica morfológica

Exame morfológico de primeiro trimestre

1- Quando deve ser realizado?

Deve ser realizado entre 11 e 14 semanas, podendo ser realizado tanto pela via transvaginal (preferencialmente ) como pela transabdominal

2- Que estruturas podem e devem ser avaliadas nesta época?
1) Identificação e avaliação do saco gestacional
2) estabelecer idade gestacional e data provável parto
3) Comprimento Cabeça Nádegas (entre 45-85mm)
4) Identificação do número de fetos
5) Determinação Amniocidade e Corionicidade
6) Localização placentária
7) Medida do Colo uterino
8) Morfologia Fetal (11-14 semanas):
-Comprimento cabeça-nádegas (C.C.N.)
-osso nasal
-Translucência Nucal
-polo cefalico
-Cérebro
-Coluna
-Tórax
-Coração
-Abdome (estômago)
-Aparelho Genito-urinário (rins e bexiga)
-Extremidades

Exame morfológico de segundo trimestre

1- O que é exame morfológico fetal e em que época deve ser realizado?
Embora, a avaliação da morfologia fetal (ou seja, das estruturas do feto) seja continuamente feita no decorrer da gestação, o melhor período para a avaliação morfológica durante a gestação é entre 20 a 24 semanas. Nessa fase a relação do tamanho do bebê/ tamanho do útero e quantidade de líquido amniótico permite a melhor visualização de um maior número de estruturas fetais.
Tempo de exame: Requer de 40 a 60 minutos de avaliação ultra- sonográfica. Inclui a análise detalhada da morfologia, biometria e vitalidade fetal.
Cerca de 85% das anomalias fetais são detectáveis por esse exame. Todos os ossos longos são medidos e comparados. As estruturas cerebrais são analisadas em seus mínimos detalhes, inclusive a circulação sanguínea do cérebro. O pescoço e seus componentes, a coluna fetal, o tórax - com o coração e os pulmões, o diafragma (músculo que separa o tórax do abdome), o abdome e seu conteúdo - fígado, vesícula biliar, baço, estômago, intestinos, rins, bexiga, os genitais externos.
Existem alguns "marcadores" ultrassonográficos de defeitos fetais, como por exemplo o encurtamento do fêmur (osso da coxa), alterações das medidas da relação fêmur/pé, ausência de osso nasal e da falange média do quinto dedo. A observação dessas pequenas alterações pode indicar uma análise genética fetal.

2- Quando deve ser indicado?
A. idade materna > ou = 35 anos
B. idade paterna > ou = 55 anos
C. história familiar de malformações
D. história familiar de alterações genéticas
E. gestação anterior com malformação anatômica
F. gestação anterior com alteração genética
G. doenças maternas crônicas, diabetes mellitus, colagenoses, cardiopatias e outras)
H. Rastreamento bioquímico materno alterado
I. Suspeita de alteração do ritmo cardíaco fetal
J. Gestante com Isoimunização (Fator Rh, Fator plaquetário, outros)
K. uso de drogas teratogênicas
L. suspeita de infecções congênitas (Rubéola, Citomegalovírus, Toxplasmose, Parvovírus )
M. alterações ecográficas na gestação atual alterações do Volume Amniótico (Polihidrâmnio ou Oligohidrâmnio)
N. gestações múltiplas

3- QUAIS ESTRUTURAS SÃO NORMALMENTE AVALIADAS NESTE EXAME?
Número de fetos e estática fetal
I. Amniocidade e Corionicidade
II. Avaliação do volume de Líquido Amniótico Localização placentária
III. Grau Placentário
IV. Medida do Colo uterino (via transvaginal)
V. Morfologia Fetal (18-24 semanas)
A. Pólo cefálico
B. Cérebro
C. Face
D. Coluna
E. Nuca (prega cutânea occipital)
F. Tórax
G. Coração
H. Abdome
I. Aparelho Genito-urinário
J. Trato Gastro-intestinal
K. Extremidades
L. Atividade e ritmo cardíaco
VI. Biometria fetal completa
A. DBP, DOF, CC
B. Diâmetro Transverso Cerebelo, Cisterna Magna
C. Diâmetro Inter-orbitário e extra-orbitário
D. Circunferência Tórax, Coração e Abdome
E. Relação Circ. Torácica/Circ. Cardíaca
F. Osso Nasal
G. Avaliação Cardíaca (Saída Aorta e Pulmonar)
H. Avaliação Renal (medidas Rins e Bexiga)
I. Ossos Longos (Fêmur, Úmero, Tíbia, Fíbula, Rádio, Ulna e Comprimento Pés)
J. Falange média do 5o dedo
VII. Relações biométricas (DBP/DOF; CC/CA e DBP/CF)

4- O que é dopplervelocimetria ou dopplerfluxometria obstétrica e quando é indicada?
É usada para a avaliação da vitalidade fetal. A partir da 26ª - 28 ª semana de gestação inicia-se o acompanhamento da vitalidade fetal através da medida do fluxo sanguíneo umbilical e cerebral. São parâmetros verificados pelo Ultra-som com "Color Doppler". A relação entre os fluxos de sangue nas artérias umbilicais e artérias cerebrais médias pode indicar se o feto está mal oxigenado. A verificação do fluxo de sangue, através do ultra-som "Doppler", nas artérias uterinas, também pode indicar a presença de patologias maternas ao nível da placenta, que podem atrapalhar o crescimento e desenvolvimento fetal.É realizada quando há alguma indicação pela Ultra-sonografia morfológica, ou em gestações de alto risco ou ainda à pedido do obstetra. Inclui a análise dos três compartimentos à saber: Materno (artérias Uterinas), Placentário (artérias Umbilicais) e Fetal (artérias Cerebrais)
Circulação Materna: avaliação das artérias uterinas (direita e esquerda), onde são avaliadas presença ou ausência de incisura e os índices de resistência. Importante como valor prognóstico da gestação. Caso estejam alteradas podem aumentar a chance de doenças hipertensivas e/ou restrição de crescimento intra-uterino.
Circulação feto-placentária: Avaliação da artéria umbilical onde é avaliado o grau de resistência vascular placentária, para isto utilizamos índices de resitência que são correlacionados com a idade gestacional. Importante na avaliação da vitalidade e bem estar fetal.
Circulação Cerebral fetal: Avaliação da artéria cerebral média. Muito importante em situações onde exista comprometimento fetal (hipoxia), casos onde existe alteração do Doppler da artéria umbilical.

Dra. Renata Nogueira Manoel




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